martes, 15 de septiembre de 2026

«Uma mão amiga»: a comunidade portuguesa une-se numa gala de beneficência a favor das vítimas dos sismos



A Embaixada de Portugal na Venezuela e o Camões, I. P. apresentam, no sábado, 3 de outubro, no Salão Nobre do Centro Português de Caracas (Macaracuay), um concerto solidário com a cantora portuguesa Sofia Ribeiro, o pianista Juan Andrés Ospina, Gaby Cabral, Jenny Da Silva, Liliana De Faría, Sofía Castillo e os grupos Madragoa e Parceiros Banda Show. As receitas reverterão a favor de instituições de beneficência.
A Embaixada de Portugal na Venezuela, em colaboração com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I. P., e com o apoio do Centro Português de Caracas, da Laser Airlines, da PCNET e da TAP Air Portugal, organiza a Gala de Beneficência Portugal – «Uma mão amiga», um concerto solidário que terá lugar no sábado, 3 de outubro de 2026, às 19h00, no Salão Nobre do Centro Português de Caracas (Avenida Luis de Camões com Avenida La Guairita, urbanização Macaracuay).
 
Os fundos angariados serão canalizados através de instituições que trabalham diretamente com as famílias afetadas pelos sismos nas comunidades do estado de La Guaira. Já se passaram alguns meses, mas a emergência não terminou. Desde os primeiros dias, Portugal, através da sua Embaixada e das associações lusas, tem mantido contacto permanente com as comunidades afetadas e assumiu um compromisso que não caduca com os títulos dos jornais, isto é, vai continuar a ajudar enquanto for necessário. «Uma mão amiga» é a expressão desse compromisso e, ao mesmo tempo, uma homenagem à forma como os luso-venezuelanos e os lusodescendentes entendem a solidariedade: de braços abertos, sem distinção de origem.
 
Sofia Ribeiro: o jazz português pela primeira vez na Venezuela

A artista portuguesa convidada é Sofia Ribeiro, cantora e compositora que abre um espaço na sua agenda para visitar a Venezuela, colocar a sua voz ao serviço de uma boa causa e participar igualmente no Festival Eurovenezuelano de Jazz.
 
Reconhecida pelo seu timbre luminoso, pela sua versatilidade e pela intensidade das suas atuações ao vivo, Ribeiro canta em português, espanhol e inglês — e também numa língua inventada, utilizando a voz como mais um instrumento — num repertório que a crítica descreveu como «uma mistura envolvente de estilos que vão do jazz ao fado» (Jazz History Online, EUA). Improvisa, conta as histórias por detrás das suas canções e convida o público a cantar com ela.
 
Com onze discos editados, atuou em mais de vinte países e em palcos como o Kennedy Center (Washington), o SummerStage (Nova Iorque), o Centro Cultural de Belém (Lisboa), a Casa da Música (Porto) e a Philharmonie do Luxemburgo. Colaborou com artistas vencedores de um Grammy, como Michael League, Arooj Aftab e Marta Gómez; conquistou o primeiro lugar nos concursos «Voicingers» (Polónia) e «Crest Jazz Vocal» (França); o seu álbum Ar recebeu o prémio revelação da revista Jazzman (Paris); foi, durante três anos, artista residente do Carnegie Hall e, desde 2018, integra o corpo docente do curso «Circle Songs» de Bobby McFerrin.
 
Licenciada em canto jazz pela ESMAE (Porto) e com mestrado pelo Conservatório de Bruxelas, completou a sua formação na ESMUC (Barcelona), no Conservatório de Paris e no Berklee College of Music (Boston). Acompanha-a ao piano Juan Andrés Ospina, compositor, pianista e produtor colombiano radicado em Nova Iorque, colaborador de longa data de Ribeiro e coprodutor de vários dos seus discos. Formado no Berklee College, Ospina tem desenvolvido uma obra própria que dialoga com o jazz, a música colombiana e a tradição ibero-americana. Juntos, oferecem um formato intimista, de voz e piano, em que a improvisação e a canção se encontram a meio caminho entre Lisboa, Bogotá e Nova Iorque.
 
Sofia Ribeiro interpretará as suas composições originais, quase todas em português, e também algumas em espanhol, que integram o seu novo álbum, «Lá fora», prestes a ser lançado. A sua música e a sua forma de cantar refletem tanto as suas raízes portuguesas como as diferentes linguagens musicais com que se cruzou ao longo dos anos. Existe um diálogo entre o tradicional e o contemporâneo, numa fusão entre o jazz, os ritmos latino-americanos e a simplicidade e emotividade do fado.
 
Uma noite da comunidade, para a comunidade

O cartaz compõe-se ainda com o talento luso-venezuelano e venezuelano que se junta à causa com generosidade. Atuarão artistas convidados, tais como Gaby Cabral, cantautora de sonoridade jovem e contemporânea que canta em espanhol e em português, transportando a sua herança para uma linguagem pop atual, e que nos trará um dos seus temas, «Tu luz no se apagó», um hino à esperança após a tragédia que enlutou o país. 
 
Estará também presente Sofía Castillo, intérprete venezuelana nascida em Puerto Ordaz, que combina soul, jazz e folclore venezuelano com grande delicadeza expressiva. Junta-se Jenny Da Silva, talentosa guitarrista luso-venezuelana, diretora da Orquestra de Guitarras de El Sistema e membro do Ensamble Rodrigo Riera, distinguida em 2025 com o primeiro lugar — em triplo empate — da World Guitar Olympiad. Encerra o elenco de solistas Liliana De Faría, cantora, flautista e acordeonista de voz doce que percorre todas as faces do fado — o alegre, o romântico, o nostálgico e o triste — com um único propósito: manter o público cativo.
 
Entre os grupos convidados estarão Madragoa, conjunto que lidera o ressurgimento do fado na Venezuela, o qual interpretará peças com as vozes de Andrea Freitas e Antonio Reis, e Parceiros Banda Show, que fará jus ao seu lema — «música portuguesa à nossa maneira» — uma ponte musical que une duas terras num só ritmo, com a melhor energia e ao vivo. Um repertório português e venezuelano que é, no fundo, a memória partilhada por esta comunidade.
 
Cada bilhete é uma mão amiga

Cada bilhete para esta gala é, literalmente, uma mão amiga que chegará a quem mais precisa: converte-se em alimentos, medicamentos, materiais e acompanhamento para famílias que ainda hoje vivem em acampamentos e esperam recomeçar. A ajuda que se tem sustentado até hoje só continuará se a comunidade se mantiver unida. Por isso, mais do que um concerto, esta gala é um convite a fazer parte de um compromisso que não termina a 3 de outubro.
 
É também um gesto de compromisso cívico para com os nossos irmãos venezuelanos. Quem acompanha comunidades afetadas por uma catástrofe sabe-o bem: a esperança não nasce sozinha; cultiva-se, e cultiva-se melhor em companhia. Saber que alguém continua ali meses depois, quando a atenção já se deslocou para outro lado, é o que permite a uma família voltar a fazer planos. É isso que esta gala pretende sustentar.
 
Os bilhetes já estão disponíveis. Podem ser adquiridos através do código QR que acompanha esta nota ou contactando o 0412-971 39 98, e levantados no Centro Banaven (Cubo Negro), piso 3, Avenida La Estancia, urbanização Chuao, Caracas.
 
Este evento é organizado pela Embaixada de Portugal na Venezuela e pelo Camões, I. P., e conta com o apoio do Centro Português de Caracas, da Laser Airlines, da PCNET e da TAP Air Portugal, empresas que tornaram possível que a receita chegue integralmente ao seu destino. As instituições beneficiárias são organizações que trabalham diretamente com os mais necessitados e com as comunidades e acampamentos de La Guaira.

Para mais informações, pode visitar o nosso sítio web: caracas.embaixadaportugal.mne.gov.pt | X: @cepe.vzla | Facebook: Cepe.vzla | Instagram: @embportugalccs @cepe.venezuela

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